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KITESURFERS
REVISITANDO AS BIDIRECIONAIS

Quem esteve presente no início de nosso esporte aqui no Brasil - não que isto seja importante - vai se lembrar que, nesta época, se usava muito as pranchas bidirecionais. A ideia era pegar bastante velocidade e dar saltos que eram verdadeiros voos, percorrendo dezenas de metros de distância e sempre tentando ir o mais alto possível. Esse old school freestyle foi bruscamente trocado por manobras mais rápidas, não necessariamente nas alturas, mas com o kite dando um loop e atravessando a janela de vento, percorrendo até mesmo a temível “power zone”.

Hoje em dia, o que se vê é a grande maioria das pessoas no Rio de Janeiro com as pranchas de kitewave, e muita gente velejando sem alças nas pranchas. Como ainda estou envolvido com a instrução de kitesurf, sempre tenho umas bidirecionais que uso no final do curso, quando alguns alunos solicitam ou então para dar aulas avançadas. Como sou surfista, acaba que uso as de kitewave muito mais, mas existem momentos e locais, onde uma bidirecional é muito bem-vinda, mesmo em praias. Durante a maré seca, as ondas da Praia Rasa ficam muito pequenas, e uma prancha para saltos pode fazer a diferença entre um velejo com ou sem emoção.

A bidirecional, por ser fina e estreita, nos permite muita velocidade, o que, em si, já é uma adrenalina, mas fora isso, ela nos permite velejar em locais muito rasos, muitas vezes com menos de um palmo de profundidade. Os truques e manobras remetem ao voo e ao wakeboard, fazendo com que nossa atenção esteja voltada para o kite e seu desempenho, nos proporcionando uma “viagem” totalmente diferente das kitewaves onde, ou estamos ligados na onda e na prancha, ou se quisermos, nas técnicas e observações de velejo necessárias a uma boa orça. Essa variedade de modalidades e estilos faz com que o kitesurf seja uma prática muito empolgante, pois podemos sempre aprender novas coisas e sentir emoções diferentes dependendo do foco em que estivermos em sintonia, podemos devenir voador, surfista ou velejador!

Alexandra Caldas terminou o curso básico e já partiu para o velejo com a bidirecional.

Eduardo Graf com sua Flexifoil Hadlow

Pedro Caldas imprimindo velocidade em sua Cabrinha 136

Pedro Caldas aproveitando para dar seus primeirs saltos de bidirecional

Outro adepto das bidirecionais, o instrutor Sammer

Henrique Cunha mostrando para que servem essas pranchas...

Christian Guerci, outro adepto da praticidade das bidirecionais

Flavio Rozenbaum curtindo sua bidi...

Joyce Duarte com sua F One 118

Marcelo Thompsom tem uma bidirecional e uma kitewave em seu quiver, acho que ele tem uma regateira também...

Danilo Fonseca é outro que dá shows com sua bidirecional

Felipe Guerra, outro que detona de bidirecional e também é prata da Casa do Kite

Quando se fala em bidirecional um nome a ser lembrado é Nelson Feuer com seus saltos e kite loops.

Joyce Duarte com sua inseparável 118 cm

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